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Houve um erro de comunicação no caso do aumento do diesel, diz Bento Albuquerque

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Fonte: Poder 360

O ministro do MME (Ministério de Minas e Energia), almirante Bento Albuquerque, disse nesta 3ª feira (16.abr.2019) que houve “1 falha de comunicação” na divulgação e na posterior suspensão do reajuste do preço do diesel na semana passada.

“Houve 1 erro de comunicação durante a apresentação do índice de 5,7%. Estava voando Roraima e quando pousei é que comecei a receber a informação. Entendo que o presidente, não estando informado e não tendo as pessoas para informá-lo exatamente o que estava acontecendo, pediu esclarecimento. E é isso que vamos prestar a ele daqui a pouco”, disse.

A declaração foi dada durante o seminário “Oportunidades do Setor de Óleo & Gás no Brasil”, promovido pelo IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) e o Poder360, em Brasília Palace Hotel, na capital federal. O evento, que foi acompanhado por 200 convidados, contou também com a presença de José Mucio Monteiro, presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), e de José Firmo, presidente do IBP.

Na última 5ª feira (11.abr), a Petrobras anunciou o aumento de 5,7% no preço médio do diesel. No entanto, o presidente Jair Bolsonaro interveio na decisão da estatal e o reajuste foi suspenso. No dia seguinte, a Petrobras perdeu r$ 32 bilhões em valor de mercado.

Questionado por jornalistas após o evento sobre quem cometeu o erro, o ministro disse que não está “apontando nem insinuando culpados”. “Foi o que disse, eu estava voando para Roraima, não fui capaz de aconselhá-lo. O que eu pretendo fazer agora.”

“SEM MUDANÇAS NA POLÍTICA DE PREÇOS”
Albuquerque estava indo a uma reunião convocada por Bolsonaro no Palácio do Planalto para tratar da política de preços do petróleo. Além dele, participarão os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia), Tarcísio Freitas (Infra-estrutura), o presidente da Petrobras, Roberto castello Branco, diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Décio Oddone.

O ministro descartou a possibilidade de alterações na política de preços da Petrobras. “Nenhuma [câmbio]”, respondeu ao ser questionado por jornalistas. Durante seu discurso, disse que “o mercado é livre, e continuará sendo”.

No evento, o mediador do debate, o jornalista Alexandre Garcia, perguntou se Albuquerque poderia adiantar o que seria discutido na reunião com o presidente. Em resposta, ele brincou: “Eu posso, mas teria que eliminá-lo”.

Para conter a pressão dos caminhantes e evitar o risco de uma nova greve, o governo anunciou 1 pacote de medidas na manhã desta 3ª. Entre elas, estão a abertura de uma linha de crédito com o BNDES e a liberação de R$ 2 bilhões para investimentos em estradas.

CESSÃO ONEROSA E O LEILÃO DO EXCESSO
Bento Albuquerque, destacou a importância do acordo fechado entre a União e a Petrobras na revisão do contrato de cessão onerosa. Na semana passada, o CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) definiu que o governo compensará a companhia em US$ 9 bilhões, e deu fim à 1 ponto morto que já se arrastava por mais de 5 anos.

O acordo permite a realização de 1 megaleilão do óleo excedente ao já negociado com a Petrobras, que, segundo o ministro, deverá ser realizado na data marcada, de 28 de outubro.

“Estamos fazendo um esforço para promover um ambiente de confiança e transparência com o propósito de garantir a competitividade para as licitações programadas, especialmente o relativo à cessão onerosa”, disse.

O presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), José Mucio Monteiro demonstrou preocupação em relação com o calendário. A corte de contas é responsável por dar apoio a realização do leilão, com o potencial de arrecadação de R$ 100 milhões de dólares.

O governo defende, por exemplo, que não há mais necessidade de aprovação de 1 projecto que referende o acordo entre a União e a Petrobras. Um projeto realizado neste sentido, mas foi travado no Senado. O entendimento da equipe econômica é que há uma necessidade de aceitação do Congresso apenas para o pagamento da Petrobras e da divisão de recursos aos Estados e municípios.

AGENDA PARA O SETOR DE GÁS EM 60 DIAS
Na chegada ao evento do Poder360 e do IBP, Bento Albuquerque, afirmou que o gás será incluído na matriz energética brasileira e que o governo vai apresentar em 60 dias ao Congresso uma agenda para o setor.

Fonte: www.sindigas.org.br/novosite/?p=14323

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