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Em uma nova fase, Edson Queiroz investe em uma planta eólica e a incorporação de

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Fonte: Valor Online | Empresas de São Paulo | SP

Em uma nova fase, Edson Queiroz investe em uma planta eólica e a incorporação de

FORTALEZA – o Dono da distribuidora Nacional de Gás, Esmaltec (fogões e geladeiras), Minalba (águas) e de um dos maiores bancos de terras do país, o grupo cearense Edson Queiroz se prepara para o próximo ano, pela primeira vez, participar dos leilões de energia eólica e empreender no sector da promoção imobiliária.

Em paralelo, o grupo está deixando de atuar nos negócios pequenos que estavam dando prejuízo, como na fabricação de tintas imobiliárias (Hipercor) e o processamento da castanha, disse o diretor-presidente do grupo, Abelardo Gadelha Rocha Neto, o Valor.

Economista formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Gadelha é um dos netos do empresário Edson Queiroz, que morreu aos 52 anos, em 1982, em um acidente com o vôo da Vasp. Aos 41 anos, assumiu o comando da empresa em meados do ano passado, após a morte de seu tio Aírton Queiroz, que estava à frente dos negócios.

Junto com dois primos — Igor Queiroz Barroso e Edson Queiroz Neto — , o empresário vem promovendo uma série de mudanças no grupo, que partem da estruturação da governança corporativa.

Com 12 mil funcionários e um faturamento de R$ 7 bilhões previsto para este ano, o grupo montou pela primeira vez, um conselho de administração — com dois membros independentes — e está terminando de formatar um acordo de acionistas.

O banco de terras do Edson Queiroz conta com pelo menos 300 imóveis e, segundo Gadelha, houve um grande esforço para regularizá-los nos últimos anos. Em um desses terrenos, que se encontra em Aracati (CE), no limite com o Rio Grande do Norte, o grupo identificou um alto potencial para a produção de energia eólica. Os estudos ainda estão sendo finalizados, mas Gadelha, se diz “muito otimista” de que o negócio é viável. Calcula-Se que todo o terreno poderia se comportar de investimento de mais de R$ 1 bilhão. “A energia limpa: hoje em dia é bonito e amanhã pode ser necessário”, afirma.

Para o empresário, o investimento em energia eólica é estratégico, já que pode servir tanto para vender a energia no mercado livre, como para abastecer a demanda do próprio grupo.

Também no próximo ano, o grupo tem a intenção de lançar seu primeiro projeto imobiliário, com a Quepar Participações. A maior probabilidade é que a primeira seja um residencial de alto padrão na beira da Fortaleza. Em seguida, é possível que o grupo comece a operar no segmento de Minha Casa, Minha Vida, com lançamentos em São Paulo e Recife. “Estamos à espera de uma resposta mais claras de recuperação do mercado imobiliário”, diz Gadelha.

Segundo o empresário, no segmento agrícola, o grupo deve diversificar a atuação, que hoje se restringe à produção de leite. Há terrenos com potencial para a produção de grãos no estado do Maranhão e Piauí e estudos estão sendo desenvolvidos para identificar outras culturas promissoras em outras propriedades.

A nova gestão do grupo Edson Queiroz tem uma postura mais ativa em relação às aquisições. Depois de décadas sem comprar nada, a Minalba Brasil adquiriu este ano, as marcas de água da Nestlé, em uma operação que consolidou a liderança do grupo neste mercado. O valor da transação não foi revelado.

Um pouco antes, o grupo já vinha ensaiando os movimentos mais agressivos de aquisição. Com a Esmaltec, tentou comprar a Continental da falência Mabe e, com a National Gás, fez sacrifício por Computador, da Petrobras, mas acabou não tendo nenhum dos ativos. A Continental ficou com a Electrolux e a Ultragaz venceu o leilão pela Equipe, mas o Cade impediu o fechamento do negócio. Como o setor é considerado oligopolizado, a expectativa é de negócios entre as grandes no setor aconteçam por restrições regulatórias, a não ser que os ativos sejam em fatias.

“Estamos mais abertos a olhar de aquisições, mas a gente não paga mais do que vale não, viu?”, afirma Igor Queiroz Barroso, que assumiu a direção institucional do grupo, pela acumulação das áreas jurídica e de auditoria.

Este ano, a greve dos caminhoneiros foi prejudicado enormemente a logística da National Gás, que teve que recorrer à cabotagem do Porto de Pecém. Quarta maior distribuidora de gás do país, a Nacional Gás representa cerca de 70% do faturamento do grupo. A Esmaltec é 14% e Minalba, 11%.

Sem mencionar números, josé manuel durão Barroso, disse que o grupo é bastante conservador na questão do endividamento. “Somos três vezes líquidos. O Brasil não é fácil, não é para amadores”, afirma. Única empresa do grupo que divulga suas demonstrações financeiras, a Esmaltec tinha em caixa r$ 117 milhões no fim do ano passado, mais do que o dobro do total de seus compromissos financeiros.

De 2015, a data, a fabricante de fogões passou por uma forte reestruturação operacional e voltou a dar lucros, com a implantação do modelo de produção enxuta da Toyota. A empresa saiu de um prejuízo de us$ 47 milhões em 2015 para lucro líquido de R$ 7,23 bilhões em 2017, quando faturou R$ 822 milhões.

Por muitos anos, foi ordenado no mercado da venda da empresa para concorrentes maiores. A antiga gestão, liderada por seu tio Aírton e por sua mãe, viúva de Edson Queiroz, Yolanda Queiroz — era contra. Yolanda morreu no ano de 2016. “Morro pequena, mas não vendo. Ela pensava assim. Não está aqui, o que não significa que vamos vender”, afirmou Barroso.

Na área de comunicação, o grupo é dono de duas filiais da Rede Globo, rádios em Fortaleza, Ceará e Rio, além do jornal impresso Diário do Nordeste. Os veículos ficaram sob o comando de Edson Queiroz Neto, que também é diretor executivo do grupo. Recentemente, o jornal impresso passou por uma mudança de formato que reduziu em 30% o gasto com papel.

Para promover as mudanças, o grupo recebeu consultoria McKinsey e Pinheiro Neto.

Fonte: www.sindigas.org.br/novosite/?p=13423

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