O que é o fungo resistente que se estende em todo o mundo? – Guia da Farmácia – Imã de geladeira e Gráfica Mavicle-Promo

Anvisa orienta os serviços de saúde sobre o tema

A partir de março de 2017, o Brasil tem um documento com orientações sobre como os serviços de saúde (hospitais, clínicas, laboratórios, entre outros) devem proceder para prevenir e controlar a disseminação do fungo Candida resistente auris, capaz de suportar os principais medicamentos antifúngicos. É que, no referido mês, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou um comunicado de risco sobre o tema, em razão dos relatórios de surtos de Candida auris nos países da América Latina. Segundo dados do Centers For Disease Control and Prevention (CDC), de fevereiro de 2019, já foram registrados casos em mais de 20 países, sendo que nos Estados Unidos, já são mais de 580 casos confirmados. Até o momento, nenhum caso foi registrado no Brasil.

Para a pessoa é infectada pelo fungo resistente, é preciso que tenha sofrido de procedimentos invasivos como a cirurgia, uso de cateter venoso central), ou que tenha o sistema imunológico comprometido. Pacientes internados em unidades de terapia intensiva por longos períodos de tempo e com o uso prévio de antibióticos ou antifúngicos também são considerados um grupo de risco para a contaminação. A infecção pode ser fatal.

Principais recomendações

Apesar de que o mecanismo de transmissão deste fungo, dentro do ambiente da saúde, ainda não se conhece, evidências iniciais sugerem que a disseminação ocorre por contacto com superfícies ou equipamentos contaminados, quartos de pacientes colonizados ou infectados. Por isso, as principais medidas de prevenção e controle envolvem ações como: enfatizar a importância da higienização das mãos de todos os profissionais de saúde, visitantes e acompanhantes; a disponibilidade contínua de insumos para a correta higienização das mãos e de luvas e aventais para o manejo do paciente e suas secreções; e a paramentação correta para lidar com o ambiente ao redor do paciente colonizado ou infectado.

A rede do laboratório

Outro avanço importante que o comunicado de risco da Anvisa apresentou foi a criação da rede de laboratórios para a identificação de Candida auris. O documento indicou, os laboratórios de microbiologia em relação aos métodos de detecção deste fungo, já que a identificação do mesmo, requer métodos de laboratório específicos, uma vez que a Candida auris pode ser facilmente confundida com outras leveduras como Candida haemulonii e Saccharomyces cerevisiae.

Acompanhamento de casos de fungo resistente

O alerta é definido, também, um fluxo de comunicação, em que os laboratórios de microbiologia dos serviços de saúde devem informar os resultados suspeitos deste fungo resistente às comissões de controle de infecção (CCIHs) do serviço de origem da amostra biológica. As CCIHs, por sua vez, devem notificar os casos suspeitos para a Anvisa. Os resultados também são acompanhados pelas coordenações estaduais de controle de infecção e dos laboratórios de saúde pública dos estados. Todas as recomendações da Anvisa sobre o assunto estão disponíveis no Comunicado de risco n. º 01/2017 – GVIMS/GGTEs/Anvisa, em razão dos relatórios de surtos de Candida auris.

Fonte: Anvisa/ BBC/ Centers for Disease Control and Prevention

Foto: Shutterstock

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Fonte: guiadafarmacia.com.br/o-que-e-o-cogumelo-resistente-que-se-estende-no-mundo

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